Dispensador de barbantes e fitilhos / String and ribbon dispenser / Distributore di spaghi e nastri

A maioria dos produtos de hoje vem com embalagens próprias ou são colocados em sacolas plásticas, tudo visando a rapidez e praticidade.

Mas até a década de 1960 ainda não haviam tantas facilidades, então havia muito trabalho para os lojistas e donos de armarinhos de forma a embalar as vendas. Usavam papel de embrulho simples para vendas normais e papel de embrulho colorido e estampado para presentes. As vendas normais eram amarradas com barbantes de algodão e as vendas para presente eram amarradas com fitilhos (fitas coloridas).

Era comum no local de empacotamento a existência de dispensadores com rolos de papel pardo e rolo de papel para presente. Da mesma forma, haviam dispensadores de cordão ou fitilhos para amarrar as embalagens.

O design desta peça é do final do século XIX, contudo foi produzido na década de 1960. Todo em alumínio cromado e pés com sapatas de borracha. No topo há um fixador de lâmina de barbear que servia para cortar o cordão ou fitilho. No centro do componente circular há um eixo retrátil onde vai o rolo de cordão; e na base giratória há uma haste que serve de suporte para a ponta do cordão. O elemento contendo as utilidades gira livremente sobre a base.

Data:     Década de 1960

Marca:  Colli

Empresa: Colli S/A Fiação, Fitilhos e Barbantes. O Sr. Egisto Colli foi diretor-presidente e acionista.

Estado atual: Funcional

Futuro dessa utilidade: Extinção

Ref.: 379-05

Caixa registradora de vendas / Cash register

As transações comerciais de produtos de consumo intensificaram-se no século XIX e tornaram-se massivos nos séculos seguintes. Para dar segurança a quem vende, de que todas as transações foram registradas pelos funcionários, foram inventadas as caixas registradoras as quais serviam para somar os valores dos produtos vendidos, guardar o dinheiro e ajudar a fazer o troco.

Registradoras, especialmente anteriores ao século XXI são muito apreciadas por colecionadores e embora com mecanismos bem mais simples que as calculadoras, possuem um charme todo especial.

NCR – National Cash Register, foi inventada em 1879 pelos irmãos James Jacob Ritty e John Ritty, tendo obtido a patente americana n° 221360, em 04 de novembro de 1879, e iniciado a sua fabricação em Dayton, Ohio, USA. Posteriormente foram inventadas novas funcionalidades e registradas patentes para cada uma delas.

Esta registradora manual da National é um modelo simples e despojado de adereços. Tem aproximadamente 450 componentes, mas possui apenas 3 funções de controle: impressão do total das operações por seção, um acumulador de valores e um contador de zeramentos do acumulador de valores. Mesmo assim era ótimo para o proprietário saber o total da féria do dia de forma automática, facilitando em muito o controle dos dinheiros que ingressaram.

Para funcionar bastava selecionar o item (A, B, D, E, H, K, L, M ou N, (serviam para identificar seções, departamentos ou famílias de produtos) selecionar o valor, sendo cada alavanca correspondendo, da direita para a esquerda, aos centavos, as unidades, as dezenas e as centenas e após, girar duas vezes a manivela. Girando a manivela sem seleção de valores, a gaveta se abre automaticamente para que o usuário guarde os dinheiros e faça o troco para o cliente.  

Data:                     30 de setembro de 1946, conforme o certificado de garantia colado no fundo do depósito de dinheiro.

Marca:                  National

Série:                    1652-B, Número: S-502300-BR, chassi n. 3716745, suporte do chassi n. 51514

Fabricante:         National Cash Register C.O.

Origem:               Dayton, Ohio, Estados Unidos

Estado atual:     Funcional demonstrativo. Faltam a fita de impressão, a bobina de papel, as três chaves, duas almofadas de pressão, além de uma almofada existente estar desgastada. Um dente da engrenagem principal está quebrado. Não foi possível descobrir a cor original da pintura da máquina.

Ref.: 168-05

Curiosidades: A registradora possuía um ano de garantia dada pelo fabricante, portanto, 44 anos antes da vigência do código de defesa do consumidor no Brasil. No Certificado de Garantia consta o seguinte texto:

GARANTIA

Esta Caixa Registradora “NATIONAL”

Modêlo…….. 1652-B……..N.° 502300

é garantida ao comprador pela “CAIXAS

REGISTRADORAS NATIONAL S. A.”

contra todo e qualquer defeito de mate-

rial ou de construção, pelo espaço de um

ano, desde a sua entrega, isto é até

…30…de….setembro…de…1947…………

e serão feitos gratuitamente quaisquer

reparos necessitados para o uso corréto da

Registradora, bastando a simples apre-

sentação da mesma na filial onde tiver

sido comprada.

Esta garantia não se refere á limpeza da

Máquina, nem á deterioração ou québras

ocasionadas por quédas, fôgo, água, ou

qualquér outro motivo fóra do uso comum

da mesma. Esta garantia fica sem efeito

se a Registradora deixar de pertencer

ao comprador original, ou se fôr tratada

por mecânicos por nós não autorizados.

Registradoras National S.A.

REPRESENTANTES PARA O BRASIL, DE

NATIONAL CASH REGISTER CO.

–Dayton, Ohio, -E.U.A.-

60 – 5.000 – 12/44

Comandos

  1. Alavancas seletoras de algarismos.
  2. Manivela para realizar a operação e liberação da gaveta.
  3. Pino chave de controle de impressão ou não impressão dos dados fixos.
  4. Roletes seletores do dia e do mês.
  5. Porta de acesso para colocação da bobina de papel.
  6. Fechadura da porta de acesso à bobina de papel.
  7. Fechadura mestre: tem três posições: funcionamento, travado e liberar a gaveta.  Esta fechadura permite acesso à chave zeradora do totalizador quando na posição de liberar a gaveta.
  8. Contador de zeramentos com chave zeradora do totalizador. O acionamento desta chave retrai a folha de metal de ocultação do totalizador, permitindo ao gerente visualizar e anotar o valor acumulado. Após isso, basta girar a chave por 360 graus para zerar o totalizador e avançar um dígito no contador de zeramentos.
  9. Janela de inspeção do estado da bobina de papel, para eventual substituição.

Utilidades

  1. Rolete dentado para avançar automaticamente a fita de papel.
  2. Rolete dentado para avançar automaticamente a fita de impressão.
  3. Sinal sonoro automático indicador de abertura da gaveta.
  4. Gaveta com quatro compartimentos para moedas e três compartimentos para cédulas, estes com larguras diferentes para facilitar a guarda da cédula pelo tamanho.
  5. Abertura automática da gaveta.

Outras características operacionais:

  • Acumulador registra até 999.999,90.
  • Textos estão em português, portanto foi produzida para exportação para países de língua lusófona.
  • Duas bobinas de papel, uma para o cliente e outra para o proprietário.
  • Rolete integrado de impressão para registrar dados fixos. Nesta máquina há somente o carimbo “GRATOS”, mas poderia ter mais dois carimbos, por exemplo, o nome da empresa e o endereço.
  • Após ser zerado o totalizador, por algum fator não identificado, é necessário que as travas frontais dos pinos de acionamento do contador estejam no dente mais distante do eixo. Para isso deve-se acionar, um a um, os acionadores na sua parte de baixo, fazendo com que façam a trava saltar para o dente mais distante do eixo. Caso esse procedimento não seja feito ao ser acionado o zerador, a casa das unidades saltará sempre uma casa a mais, inutilizando o uso do totalizador… Esse procedimento só se consegue fazer sem a carenagem, fato que é melhor evitar o zeramento. Assim, o melhor procedimento é anotar o valor do totalizador do final do dia para compará-lo com o do final do dia seguinte de forma a apurar o valor total da féria.

Aparelho de arqueação (esticador) de fitas de embalagem / Bandautomat

Fabricado pela Borbe-Wanner AG, na Suíça, no cantão de Dietikon, situado na rua Silbernstrasse 14, onde atualmente funciona a empresa Orgapack, que é subsidiária da empresa Krown, atualmente com sede na Pensilvânia (USA).  Provavelmente a Borbe-Wanner é ou foi subsidiária da Orgapack, ou foi incorporada por ela.

Sua finalidade é de fixar embalagens com fitas de aço. Possui os movimentos a saber: liberador e ajustador de fita acionados por um manete, esticador de fita acionado por uma alavanca, depósito para inclusão as presilhas acionado o por um pino móvel e alavanca para fixar as presilhas na fita acionado por um manete.

Corpo em alumínio fundido, base em ferro fundido, componentes em aço, alumínio e plástico. Embora com aparência simples, possui mais de cem componentes. O manete de fixação das presilhas e seu parafuso de fixação bem como a mola de retenção do ajustador de fita não são originais, os quais se perderam no tempo, o que deve ser o motivo do descarte para empresa recicladora.

Data:     Provável anterior à década de 2000

Origem:               Suíça

Fabricante:         Borbe-Wanner AG

Estado atual:     Funcional demonstrativo

Doação: Sr. Márcio

Ref.: 357-05

Bomba de óleo automotivo / Hand crank oil pump / Pompe à huile à manivelle

O surgimento do motor à explosão, mediante o uso de combustível de petróleo, trouxe junto uma complexa e formidável infraestrutura de abastecimento e manutenção. Dentre os inúmeros aparatos de abastecimento e manutenção estavam as bombas de óleo lubrificante para motores. Inicialmente vendidos a granel, atualmente vendidos em garrafas plásticas em postos de combustível ou em grandes tonéis com abastecimento por bombas elétricas.

Com cor original amarelo e, sob esta vermelho, provavelmente como fundo, tem o formato das bombas usadas pela Quaker State Oil da Pensylânia, Estados Unidos da América. Adquirida no Uruguai, deve ser um clone para venda de óleo sem marca.

Corpo em ferro fundido, com partes móveis em aço laminado. O corpo é um belo trabalho de fundição.

Sem data, nem origem, provável década de 1930/1940

Estado atual: não testado. Faltam os vedantes. Encontramos buchas formadas por algodão encordoado, o que pode indicar ter sido produzido antes de 1930.

Curiosidade: Conforme se pode observar numa das fotos, a peça estava em estado bastante precário quando foi adquirida.

Para saber um pouco sobre a Quaker: https://apnews.com/8ab766d7caeb44168a377b908ce0c674

Ref.: 313-05

Aparelho de arqueação (esticador) de fitas de embalagem / Strapping banding tool

Acomodar objetos para transporte é uma necessidade desde os primórdios da humanidade, especialmente quando iniciou o processo de migração.  Vários materiais são utilizados para vedar ou para fixar as embalagens tais como grampos, cordões, cordas, fitas adesivas, fitas de aço e fitas de material sintético.

Este equipamento tem por finalidade a fixação de fitas de aço ou material sintético. Em vista de ser manual, não é próprio para processos que requeiram grande produtividade caso em que a tarefa é realizada por máquinas automáticas.

Todo em aço, possui quatro funções: fixar, esticar, prender e cortar. Seu funcionamento é muito simples. Basta fixar a ponta “A” de uma fita, enrolar a ponta “B” em sentido contrário até que a embalagem esteja bem firme. Após coloca-se as pontas numa presilha ainda aberta e logo a seguir aperta-se a presilha, prendendo firmemente as duas pontas com o movimento de abertura das duas hastes grandes.

Este modelo ainda é oferecido à venda no mercado, a preços muito acessíveis, conforme se pode observar no site: http://www.polycamp.com.br/aparelho-arqueacao-manual

Data:                     Provável década de 2000

Origem:               Brasil

Fabricante:         Não consta

Estado Atual:     Funcional demonstrativo

Ref.: 343-05

Moinho dosador de café / Coffee grinder

Este moedor de café eletromecânico foi desenvolvido por iniciativa do Sr. José Coelho, fundador da Cafemaq na década de 1970.

Esta peça possui características artesanais, evidenciando o estado inicial da indústria. No entanto, uma publicidade da época dá conta da capacidade de produção e de comercialização do engenho.

Este moedor, parte de um conjunto, tinha como objetivo atender cafeterias. Esta peça permitia moer o café, liberar o mesmo para a colher e pressionar o café na mesma, deixando pronto para ser colocado no conjunto vaporizador, para “passar” o café.  

Para funcionar bastava depositar os grãos de café na cuba (falta), ajustar a espessura pretendida para os grãos, ligar o motor e liberar o café para a colher (falta), acionando a alavanca do depósito. Após, bastava pressionar o café no suporte lateral para que o mesmo ficasse firme na colher.

No processo de desmontagem para limpeza e ajuste das peças observa-se algumas deficiências no projeto técnico bem como no acabamento dos componentes. Fatos perfeitamente compreensíveis por se tratarem de peças inéditas.

Data:                     Década de 1970

Origem:               Brasil

Empresa:            Cafemaq

Inventor:            José Coelho

Estado atual:     Funcional demonstrativo

Para saber mais: http://cafemaq.com.br/cafemaq/

Ref.: 342-05

Moinho de café / Coffe Grinder

Este aparelho pode ser considerado como a criação do “Dr. Frankenstein”, pois embora represente bem a utilidade para a qual serviria, é composto de componentes da Metalúrgica Progresso, de componentes da empresa francesa Peugeot Frères e de componentes usinados particularmente.

No final, o conjunto é harmônico e bem equilibrado, tratando-se, pois, de uma reconstituição que oferece ao observador uma ideia bem próxima da utilidade original.

Pelo seu tamanho provavelmente era de uso comercial, pois sua cuba pode comportar, talvez, 1 kg de grãos de café, o qual seria moído em pouco tempo sem muito esforço, não havendo sentido em possuir um aparelho tão grande para consumo doméstico.

Os componentes originais situam-se no final do século XIX e princípio do século XX, no máximo até 1930.

Data: Sem data

Origem: França e Brasil

Estado atual: Decorativo

Ref.: 326-05

Duplicador cyclostyle Gestetner / Gestetner cyclostyle duplicator / Duplicateur Gestetner

Quem, nascido antes de 1990, não viu um mimeógrafo sendo utilizado na escola, com aquele cheirinho de álcool? Muitos até ajudaram a professora a rodar cópias das provas ou de panfletos no mimeógrafo. Se duvidar, ainda hoje, o mimeógrafo é utilizado em alguma escola.

Pois essa invenção é atribuída ao húngaro David Gestetner (1834-1939), inventor de um duplicador a estêncil batizado com seu nome, que permitiu a emissão de inúmeras cópias de documentos de forma econômica e fácil. Pode-se dizer que é o precursor das antigas ” máquinas xerox”, a qual também cedeu lugar para  as impressoras com scanner e outras formas de duplicação.

Para funcionar fixava-se o papel stêncil a ser copiado junto ao rolo superior da máquina e embebia-se o rolete intermediário de tinta, acionando a manivela até embeber o papel stêncil com a tinta. Após isso, em uma bandeja, colocava-se a folha a receber a cópia pelo rolete inferior. O movimento dos rolos produzido pela manivela, colocava a folha limpa em contato com o papel estêncil, cuja tinta impregnava a cópia.

Data:                     Provável década de 1920.

Modelo.              17. N. 49825

Origem:               Totenham – London – Inglaterra

Fabricante:         Gestetner Ltda.

Estado atual:     Não funciona. A correia de aço laminado está quebrada, não dispomos de papel copiador, bem como desconhecemos se está faltando algum componente na máquina.

Curiosidade:      Por ser uma peça muito robusta, muitas dessas ainda sobrevivem e provavelmente permanecerão como registro da história das reproduções por muitos séculos.

Neste vídeo você pode ver um desses um pouco mais moderno a funcionar: https://www.youtube.com/watch?v=LyOVzyis2UQ

Para saber mais: https://victoriancollections.net.au/items/58b3b81fd0ce260f2cdfe2b0

Ref.: 79-05

Bomba medidora de óleos vegetais / Pump for vegetable oils / Pompe pour huiles végétales

Para adquirir azeite ou óleo de cozinha no mercado basta pegar a garrafa na gôndola. Na década de 1960, quando iniciou a venda de óleo vegetal para substituir a gordura animal (banha de porco) ainda não havia facilidade para venda distribuída de garrafas descartáveis. Além disso, o óleo não era tão barato quanto atualmente. Assim, os armazéns adquiriam óleo em tambores de 100 ou 200 litros e vendiam a granel. O cliente levava até o armazém o seu recipiente e essa bomba era utilizada para bombear a quantidade de óleo desejada (450 ou 900 ml).    

Feita em alumínio, com corpo de vidro, permitia ao cliente visualizar a côr e a quantidade de óleo que o vendedor estava bombeando. Esse equipamento foi aferido em 1976 pelo antigo Instituto Nacional de Pesos e Medidas, órgão que visava a proteção do consumidor.   

Data:                     Década de 1960

Origem:               Brasil

Marca:                 Pratik

Fabricante:         Medidores de Líquidos Pratik Ltda.

Estado atual:     Funcional demonstrativo. Falta a manivela, e também há componentes degradados.

Adiante vemos algumas fotos da peça quando foi adquirida.

Ref.: 303-05

Sorveteira / Ice cream maker / Machine à crème glace

O sorvete é uma iguaria culinária apreciada em todo mundo desde a antiguidade. Consistia, inicialmente, numa mistura de neve com frutas e leite.

Máquinas de sorvete, inventadas no século XIX na Europa e nos Estados Unidos, foram precursoras da produção industrial de sorvete.

Esta máquina, para uso comercial, funciona com uma manivela que produz dois giros simultâneos: o do tambor no sentido horário e o do agitador, interno, no sentido anti-horário. O agitador é constituido de duas pás que misturam os ingredientes. Todo o conjunto de metal se encaixa em uma cuba de madeira.

Para obter o sorvete é necessário colocar a mistura de sorvete no tambor de metal e colocar gelo com sal na cuba de madeira. Feito isso, basta girar a manivela até que a mistura se torne consistente. Esse resultado se deve ao resfriamento da mistura provocado pelo contato do tambor gelado.

Data:                     Provavel entre 1900 e 1930

Origem :              Alemanha

Marca:                  Alexanderwerk

Estado atual:     Funcional demonstrativo. Falta a cuba de suporte para o gelo.

Curiosidade:      Em pesquisa pela Internet, encontramos apenas uma empresa de tanoaria no Rio Grande do Sul, mas não conseguimos que fizessem a cuba conforme o modelo original da Alexanderwek. Então, com uma solução caseira, acreditamos que o prezado visitante possa apreender o funcionamento da máquina.

Adiante encontramos um esquema com os diversos componentes da  máquina, em alemão, com tradução livre para o português:

Eis mit salz—————-   gelo com sal

Rührwerk——————  agitador

Metallbehälter———–  tambor de metal

Holzbottich—————- cuba madeira

Handkurbel—————  manivela

Griff————————-  pegador

Verschluss—————–  prendedor

Para saber mais: http://origemdascoisas.com/a-origem-do-sorvete/

Ref. 163-05

Franqueadora de documentos/ Document franchisor /franquiciadora de documentos

Esta máquina é de um tipo usada pelos correios, bancos ou empresas de despachos, antes de 1960. Registrava alguns dados, como data e número. Um valor atribuído era selecionado e ao girar a manivela, duas operações eram feitas: os registros no papel e a acumulação do valor para controle.

Registrava o valor em cruzeiros  cuja fração mínima eram dez centavos.

Usa o mesmo princípio das   calculadoras pinwheel  para acionar o seletor de valores e para realizar a acumulação.

Há dois lacres de chumbo, conforme as fotos adiante, um dos lados contem o brasão do Estado de São Pulo.

Origem da máquina:               Inglaterra

Fabricante:         Universal Postal Frankers Ltd. (importado por Kelller Weber S.A. Rio de Janeiro).

Estado atual:       Em manutenção

Ref.: 33-05

Tesoura / Scissors / Des ciseaux

Este modelo é popularmente conhecido como tesoura de alfaiate. Toda em aço, com 30 cm de comprimento (12”) e cabo ergonômico, destinava-se a cortar peças grandes.

A tesoura é um instrumento de diversas utilidades, inclusive na área médica. O formato como a conhecemos, com duas lâminas em oposição, teria surgido no império romano aproximadamente no ano 100 da era cristã.

Descartada há muito tempo, embora maltratada e com muitas mossas, ainda possui todos os componentes, contudo está sem afiação.

Sem data nem origem, adquirida numa feira de rua em Montevideu, no Uruguai, pode ter sido produzida naquele país na segunda metade do século XX.

Curiosidade: A porca menor é oitavada (possui oito lados), diferentemente da porca principal que é sextavada. Atribuimos essa característica a um preciosismo do fabricante.

Para saber mais: https://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/45212-veja-a-evolucao-das-tesouras-pelos-seculos-e-seus-diferentes-modelos.htm

Ref. 271-05

Grampeador de vidraceiro / Glazier’s point driver / Grapadora de vidrios

Este grampeador tinha por finalidade fixar vidros ou quadros às suas molduras. Com estrutura em ferro fundido em duas partes, unida por rebites, com alça em alumínio fundido, batente em aço e suporte de alumínio.

Para funcionar, bastava municiar com grampos e apertar o gatilho. Este, empurra o batente para trás, pressionado por uma mola em sentido contrário. Ao fim do curso do gatilho, o batente solta e bate no grampo, o qual é expelido com força contra a madeira, fixando-o. Atrás do grampeador há um regulador de força do batente.

Sua patente foi publicada em 21 de janeiro de 1930, nos USA, com o número 1774700. Foi registrado como invento de Guy Hubbard, Charles J. Fanahem, Henri A. Sevigne e Robert A. Johnson.

Data:                    Provável década de 1930

Marca:                 Fletcher

Tipo:                    PD2

Origem:               Estados Unidos

Estado Atual:     Funcional demonstrativo.

Curiosidade:      Felizmente um pequeno grampo em forma de losango estava preso ao grampeador e pudemos preservar a ideia de sua utilidade.

https://www.fletcher-terry.com/frame-joining-material-cutting-products/fletcher-framers-points-and-driver

Ref. 263-05

Fatiador de tomates / Tomato slicer / Rodajas de tomates

Muitas ideias boas acabam por não frutificar, por serem criados produtos que se tornam fracassos de venda. Este equipamento, muito bem elaborado, na sua maior parte em alumínio fundido, portanto, de duração eterna, pesando 4,7 kg, alcançando um tamanho de 48 cm quando totalmente aberto, destinava-se a fatiar tomates.

Pretendia substituir a atividade simples de fatiar tomates, que um bom cozinheiro fatia em poucos segundos. Pelas suas características, como peso, volume e suposta capacidade de processamento,  não se supõe que fosse para uso doméstico.

Para funcionar, um elemento móvel empurra o tomate contra várias lâminas paralelas em diagonal. Se o processo for bem sucedido, ao final do curso restarão apenas fatias de tomates.

O jogo de lâminas é fixado com quatro parafusos, sendo dois fixos comuns de um lado e dois em borboleta no outro extremo. Os parafusos em borboleta serviriam para ajustar a pressão das lâminas de forma a mantê-las bem esticadas.

Ocorre que o curso dos parafusos é maior que o espaço para esticamento, portanto, mesmo arrochados, podem não fazer o trabalho para o qual se destinavam. Um deles, a propósito, estava quebrado dentro da rosca.

Para limpeza não é prático retirar as lâminas, pois teria que ser utilizada uma ferramenta para desatarraxar os parafusos comuns. Assim, a limpeza se faria apenas com jatos d’água o que, em curto prazo, contaminaria as lâminas.

Não bastasse esse problema, o tomate é prensado contra as lâminas, quando o correto seria que as lâminas corressem sobre o tomate. Experimente apertar o tomate com uma faca para ver se corta. Depois passe a faca sobre o tomate para ver a diferença. Esse é o maior erro do projeto.  Talvez com as lâminas novíssimas o aparelho funcione, mas depois de alguns tomates provavelmente é deixado ao lado. Isso explica porque até o rótulo de plástico ainda está em bom estado, mesmo a máquina tendo sido vendida como item de antiguidade.

Este item poderia compor o acervo de um museu de invenções que não deram certo.

Data:                    Provável década de 1980-1990.

Origem:               Estados Unidos

Marca:                 Tomato Witch – Fasline

Estado atual:      Não funciona.

Ref. 259-05

Dispensador de moedas / Change Money / Distributeur de monnaie

Fornecer troco miúdo no transporte coletivo, onde o condutor do veículo faz o mesmo papel de cobrador, requer agilidade para não atrasar a viagem.

Vários acessórios visando a facilitar o fornecimento de troco foram inventados. Este dispensador é um deles e parece ser muito prático.

Portátil, porém com dois ganchos que permitem fixar em um suporte próximo ao condutor, é abastecido por cima através de uma ranhura tipo boca-de-lobo; ou diretamente no tubo, caso a tampa com ranhuras seja destacada. Para fornecer o troco basta apertar o botão correspondente ao depósito da moeda para liberá-la, a qual é ejetada e cai no suporte ou na mão do trocador, conforme sua escolha.

Data:                     Desconhecido, mas provável década de 1940 a 1960
Marca:                 COL Y TAX gravado no verso
Origem:               Provavelmente Estados Unidos
Estado atual:     Funcional

Curiosidade:      Este moedeiro foi feito para dólares norte-americanos, portanto, para o formato e espessura daquelas moedas. Há uma escala em cada depósito, a qual não descobrimos a função. Fizemos o suporte de madeira para oferecer ao observador uma ideia mais clara do funcionamento do moedeiro.

ref. 249-05

Dispensador para fitilhos / String dispenser / Support corde sur bobine

Fitilhos são fitas ou barbantes para atar embrulhos. Até meados do século XX eram comumente feitos de fibras naturais como algodão. Posteriormente as fibras sintéticas passaram a ser utilizadas em grande escala. Se o ilustre visitante digitar a palavra “fitilho” no Google, e clicar em imagens perceberá que os sintéticos ocupam todo o espaço.

Este suporte dispensador era produzido pela própria empresa que produzia os fitilhos, os quais eram enrolados em bobinas a serem inseridas no suporte. Tem o nome da fábrica em alto relevo na sua base. Entretanto, não encontramos nenhuma referência na internet, o que pode ser uma evidência da pouca longevidade da empresa.

Data:                    Provável anterior a 1950

Origem:               Brasil

Fabricante:         Fábrica de Fitilhos Serrano – Rio

Estado atual:      Funcional

Ref. 236-05

Impressora de etiquetas / Label printer / Imprimante d’étiquettes

Esta máquina com corpo em alumínio foi utilizada até o fim de sua vida útil por uma empresa produtora de fertilizantes de São João da Boa Vista – SP, conforme se observa nos tipos ainda montados na impressora, que continha informações do fertilizante nitrocálcio.

Seu funcionamento é simples. Basta introduzir os tipos no local próprio para formar o texto, colocar tinta no depósito, instalar o rolo de papel (com as etiquetas) e girar a manivela. Obviamente o resultado é exclusivamente informativo, sem nenhum elemento de decoração, de cor ou forma que agrade ao olhar.

Esta impressora foi produzida na década de 1980. Nas décadas seguintes o avanço impressionante das impressoras eletrônicas tornou obsoletas todas as impressoras manuais mecânicas.’

A fabricante, fundada em 1976, iniciou suas atividades em São Bernardo do Campo. Posteriormente, em 1980, passou a atuar em Rio Claro. Em 2006, a canadense Vertex adquire a Prodesmaq. Nessa época a empresa já não produzia tais equipamentos manuais pois havia alterado seu objetivo social a rotulagem de produtos.

Data:                    Provavelmente entre 1982 e 1985
Marca:                 Prodesmaq
Origem:               Brasil
Estado Atual:     Não funciona. Faltam o depósito de tinta, caixa de tipos, tinta e etiquetas.
Fontes:        https://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/valor/2006/01/11/ult1913u44299.jhtm
http://vertexautoadesivos.com.br/site/empresa/

Ref. 232-05

Suporte para fita adesiva / Adhesive tape holder / Soporte para cinta adhesiva

A fita adesiva transparente foi introduzida no mercado em 1928 pela empresa 3M e logo surgiram os acessórios para suporte e corte de fitas.

Este suporte em ferro fundido, navalha em latão, com bordas e desenho em formas curvas remetem ao início do século XX. Seu peso de 1,26 kg tem a finalidade de evitar que se movimente enquanto a fita é puxada pelo usuário. Portanto, deve ter sido usada no comércio, onde havia constante uso de fita adesiva para embalar os produtos.

Possui dois depósitos: um para rolo grande e outro para rolo pequeno, podendo conter os dois ao mesmo tempo.

Data:                     Provável década de 1930 ou 1940.

Marca:                  Lider

Origem:                São Paulo- Brasil

Estado atual:        Funcional

Ref. 221-05

Franqueadora de cheques/Check writer

Comparada com outras franqueadoras de cheques, esta máquina é um exemplo de miniaturização e praticidade. Ocupa o mesmo espaço de um grampeador ou de um furador de papel num escritório. Produzida para uso no Brasil na época do Cruzeiro, provavelmente foi utilizada em algum momento no período entre 1942 a 1987, com intervalo dos anos 1967 e 1970, época do cruzeiro novo.

Funcionamento: basta colocar a folha de cheques no local apropriado, girar o manete para selecionar os dígitos e imprimi-los, um a um, pressionando o manete para baixo.

Marca:                 T­oho
Fabricante:         UCHIDA YOKO CO. LTD.
Origem:               Japão – JAPAN
Estado atual:     Funcional demonstrativo
A empresa Uchida Yoko, fundada em 1910 por Kotaro Uchida, atualmente se dedica a diversas áreas de negócio. http://www.uchida.co.jp/global/history.html

167-05

Maquina de registro de ponto/Time recorder machine

A primeira vista parece ser uma máquina complexa, porém trata-se de um simples mecanismo de registro de ponto. Ele não funciona só: faltam o relógio, toda a carcaça, alguns componentes de fixação, de conexão com o relógio e de suporte do cartão.

Conforme o site da empresa, a DIMEP iniciou suas atividades em 1936 e introduziu os relógios-ponto mecânicos em 1945. Embora a fabricante não ofereça mais relógios mecânicos em seu site de produtos, ainda é possível encontrar alguns no mercado de usados.

Origem:               Brasil

Data:                    Entre 1945 e 1980

Marca:                DIMEP

Fabricante:        Dimas de Melo Pimenta S/A

Estado atual:     Funcional demonstrativo

http://www.dimep.com.br/museu/e horário.

Ref.: 134-05

Carimbador caixa-datador/ Received stamp with date

O uso extensivo do papel para registro de transações ou mensagens trouxe a necessidade de garantir a autenticidade do que ali ficava registrado. Os sinetes foram os primeiros a serem usados para deixar uma marca a qual era fixada em cera quente colorida sobre o papel. Posteriormente vieram os selos que podiam ser impressos diretamente ou impressos em separado e colados aos documentos. Depois disso vieram os carimbadores. Era comum a exigência de constarem carimbos nos documentos, especialmente  por repartições públicas, para dar mais credibilidade a uma assinatura e garantir autenticidade aos documentos ou a inviolabilidade de um envelope.

Data:                    Provavelmente 1978

Origem:               Desconhecido

Fabricante:         Desconhecido

Marca:                 Sem marca

Estado atual:      Funcional demonstrativo

Curiosidade:      O ano mais antigo constante no rolete é 1978, portanto esse é o ano provável da sua fabricação.

Esse carimbador pode nunca ter sido usado, pois o nome MACEDO foi gravado incorretamente como MACEDE, conforme o atento visitante pode constatar na foto espelhada. O cabo apresenta desgaste pelo uso, portanto deve ter pertencido a um selo mais antigo. Outro aspecto interessante é que as letras foram esculpidas no bronze, ou seja, foram feitas a mão.

Sobre a empresa HM:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Lojas_Hermes_Macedo

ref.: 162-05

Dispensador de etiquetas/Label dispenser

O uso de etiquetas para precificar ou identificar produtos, nos grandes centros urbanos, remonta ao início do século XX. Este aparelho dispensador de etiquetas, com manete para movimentar a fita, também podia ser usado como dipensador de fita adesiva,  pois há uma navalha dentada própria para essa finalidade. Possui um regulador de curso junto ao manete para adequar o giro ao tamanho da etiqueta. Sua estrutura é de ferro fundido pesando 4,050 kg  e de alto custo de produção, fatos que o tornam anacrônico. Atualmente produtos para finalidades similares em plástico, pesando poucas gramas, custam poucos Reais.

Fabricante:         Desconhecido

Origem:               Desconhecido

Data:                    Provavelmente anterior à 1970

Estado atual:      Funcional demonstrativo

Ref.: 153-05

Raspador de caixa/Box scraper

Esta ferramenta parece, a primeira vista, ser de uso de marceneiros ou carpinteiros, porém sua finalidade é muito específica. Numa época em que comerciantes utilizavam muitos caixotes de madeira como embalagem, especialmente nos Estados Unidos da América, eles imprimiam suas marcas  na madeira, com ferro quente ou pintadas com carimbos, moldes metálicos ou estêncil. Muitos comerciantes reutilizavam as caixas, mas era necessário raspar os rótulos anteriores para colocarem os seus. Desta forma a Stanley produziu esta ferramenta para remover estêncis e marcas em caixas e caixotes de madeira.

Origem:           Desconhecido

Data:                 Provavelmente anterior a 1960

Estado atual:   Falta a lâmina

Marca:              Não há marca gravada no corpo, portanto deve ser um clone produzido após o vencimento da patente original.

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No anúncio se lê: STANLEY N. 70. Adjustable Box scraper for removing brand names and labels from boxes. 13 inches long x 2 in. blade. Pat April 4, 1876, descontinued production 1958. Em tradução livre: Stanley n. 70. Raspador ajustável para remoção de nomes, marcas e etiquetas de caixas. 13 polegadas de comprimento, com lâmina de 2 polegadas. Patente obtida em o4 de abril de 1876, produção descontinuada em 1958.

Ref.: 159-05

Emissora de etiquetas / Price marking machine / Étiqueteuse

Com o aumento da disponibilidade de produtos, sua exposição e, ainda, por determinações legais, esses passaram a receber etiquetas com o preço e várias outras informações para o consumidor. Na década de 1940 já haviam etiquetadoras com algum grau de automação e impressão de algumas informações, além do preço.

Esta etiquetadora manual imprimia um valor ou informação por vez, repetidamente. Se houvesse necessidade de mudar o valor, era necessário trocar os tipos; trabalhoso, mas para etiquetar muitos produtos com o mesmo valor compensava.

Para utilizar é necessário compor o texto a ser impresso, colocando os tipos certos numa gavetinha, Após isso, municiar de papel apropriado o depósito, posicionar o papel no trilho e girar a manivela. Esse movimento contínuo fará, a cada giro da manivela, a impressão e o avanço do papel.

Data:                   Provavelmente anterior à década de 1970
Origem:              Brasil
Marca:                Monarch
Fabricante:         Monarch Marking System S.A.
Estado atual:      Funcional

Curiosidade:    Embora ainda ativa, a natureza da atividade da empresa Monarch no Brasil é completamente diferente da original, nada mais tendo a ver com a produção dessas máquinas.

Esta máquina deve ter sido fabricada sob licença da Monarch System Company, dos USA. Uma das patentes da máquina, de n. 2268406, de 1940, invento de Frederich Kohnle. Para saber mais sobre a marca consulte: https://www.pricegun.com/monarch-brand-history/

patente

Ref. 19-05

Calculadora impressora Burroughs / Burroughs printer calculator

51. Maquina somadora impressora Burroughs

Esta máquina é uma espécie de contraponto para as máquinas europeias, pois não utiliza o sistema pinwell (cata-vento). Como diferencial, imprimia as parcelas e os totais, podendo ser impressas em várias colunas do papel devido ao seu carro móvel. Considerada assim uma das primeiras máquinas de contabilidade.

Origem:              Estados Unidos da América

Data:                   Projeto de 1893

Modelo:              Elétrica

Curiosidade:      Esta parte do equipamento pesa mais de 30 kg. É composta por aproximadamente 2.000 peças, sendo mais de 1.300 peças móveis.

Estado atual:     Em restauração. Faz somas . Faltam motor, pedestal, bandeja lateral de apoio, fita impressora e várias peças pequenas tais como molas, parafusos e teclas.

Re.: 51-05

Autenticadora de cheques / Banck teller

Com o aumento das transações financeiras e o consequente maior de uso de cheques, ao invés de dinheiro, surgiu a necessidade de que os emissores dos cheques dessem garantias da existência de fundos. Assim os bancos passaram a oferecer o serviço de franquear os cheques, retendo o dinheiro correspondente ao seu valor até que o mesmo fosse descontado. Uma das formas de comprovar este compromisso, foi o ato de franquear os cheques, que vem a ser a impressão do valor do mesmo, com a marca do banco.

Origem:           Dinamarca
Data:                Anos  de 1968-72
Marca:             Checker
Estado atual:  Funcional demonstrativo
Curiosidade:   Esta máquina foi usada pelo Banco do Brasil

Ref. 004-05