O triste fim do Museu Nacional do Rio de Janeiro

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, propriedade do povo brasileiro, foi completamente destruído pelas chamas. Até hoje, passados mais de dois meses, os responsáveis (ou irresponsáveis) não foram identificados nem punidos.

Não foi exclusivamente a destruição de um acervo e do prédio mais emblemático da história da monarquia no Brasil, mas sim, de uma parte significativa da Memória Nacional. Tesouros que começaram a ser colecionados desde Dom João VI. Segundo dados, mais de 20 milhões de itens viraram cinzas.

Consta na imprensa que atribuíram problemas na rede elétrica ou mesmo queda de balão (ambas explicações altamente oportunas para eximição de responsabilidade).

Muitos sedizentes amantes do Museu e sedizentes cuidadores do Museu fizeram afirmações de amor e apreço àquele ex-repositório de memória e de conhecimento.

Entretanto, não bastam essas falas para manter um museu; é necessário, antes de tudo e de mais nada, que pessoas competentes, capacitadas e responsáveis, para além das oito horas diárias de trabalho remunerado, estejam a frente desse tipo de empreendimento.

Pessoas que cuidam de museus como se fossem lojas de utilidades domésticas jamais deveriam estar a frente ou atuando nesse tipo de empreendimento. Lojas de produtos domésticos, mesmo incendiadas, poderão ter seus produtos repostos logo a seguir; museus, cujo acervo na maioria das vezes é composto de peças únicas, jamais serão repostos. Acervo destruído jamais será substituído.

Mas o povo brasileiro, a maioria que não teve nenhum contato com a pregressa história do Brasil, este, sim, está sendo punido. Até quando?  Eternamente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s